Veja abaixo as postagens da Sessão Consumo, Capitalismo para os dias 10 de abril (Surplus) e 08 de maio (Da Servidão Moderna), sempre ás 18:30 h no Auditório do CSE. Entrada gratuita, sempre às 18:30 h no Auditório do CSE/UFSC. Haverá debate após a exibição dos vídeos.
As sessões de 2014 serão sempre às quartas-feiras, no auditório do CSE
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terça-feira, 3 de abril de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
08 de maio de 2012: Da servidão moderna
Da Servidão Moderna
Direção: Jean-François Brient
52 min.
2009
A servidão moderna é um livro e um documentário de 52 minutos produzidos de maneira completamente independente; o livro (e o DVD contido) é distribuído gratuitamente em certos lugares alternativos na França e na América latina. O texto foi escrito na Jamaica em outubro de 2007 e o documentário foi finalizado na Colômbia em maio de 2009. Ele existe nas versões francesa, inglesa e espanhola. O filme foi elaborado a partir de imagens desviadas, essencialmente oriundas de filmes de ficção e de documentários.
O objetivo principal deste filme é de por em dia a condição do escravo moderno dentro do sistema totalitário mercante e de evidenciar as formas de mistificação que ocultam esta condição subserviente. Ele foi feito com o único objetivo de atacar de frente a organização dominante do mundo.
No imenso campo de batalha da guerra civil mundial, a linguagem constitui uma de nossas armas. Trata-se de chamar as coisas por seus nomes e revelar a essência escondida destas realidades por meio da maneira como são chamadas. A democracia liberal, por exemplo, é um mito já que a organização dominante do mundo não tem nada de democrático nem de liberal. Então, é urgente substituir o mito de democracia liberal por sua realidade concreta de sistema totalitário mercante e de expandir esta nova expressão como uma linha de pólvora pronta para incendiar as mentes revelando a natureza profunda da dominação presente.
Alguns esperarão encontrar aqui soluções ou respostas feitas, tipo um pequeno manual de “como fazer uma revolução?” Esse não é o propósito deste filme. Melhor dizendo, trata-se mais exatamente de uma crítica da sociedade que devemos combater. Este filme é antes de tudo um instrumento militante cujo objetivo é fazer com que um número grande de pessoas se questionem e difundam a crítica por todos os lados e sobretudo onde ela não tem acesso. Devemos construir juntos e por em prática as soluções e os elementos do programa. Não precisamos de um guru que venha explicar à nós como devemos agir: a liberdade de ação deve ser nossa característica principal. Aqueles que desejam permanecer escravos estão esperando o messias ou a obra que bastando seguir-la ao pé da letra, libertam-se. Já vimos muitas destas obras ou destes homens em toda a história do século XX que se propuseram constituir a vanguarda revolucionária e conduzir o proletariado rumo a liberação de sua condição. Os resultados deste pesadelo falam por si mesmos.
Por outro lado, condenamos toda espécie de religião já que as mesmas são geradoras de ilusões e nos permite aceitar nossa sórdida condição de dominados e porque mentem ou perdem a razão sobre muitas coisas. Todavia, também condenamos todo astigmatismo de qualquer religião em particular. Os adeptos do complot sionista ou do perigo islamita são pobres mentes mistificadas que confundem a crítica radical com a raiva e o desdém. Apenas são capazes de produzir lama. Se alguns dentre eles se dizem revolucionários é mais com referência às “revoluções nacionais” dos anos 1930-1940 que à verdadeira revolução liberadora a qual aspiramos. A busca de um bode expiatório em função de sua pertencia religiosa ou étnica é tão antiga quanto a civilização e não é mais que o produto das frustrações daqueles que procuram respostas rápidas e simples frente ao mal que nos esmaga. Não deve haver ambigüidade com respeito a natureza de nossa luta. Estamos de acordo com a emancipação da humanidade inteira, fora de toda discriminação. Todos por todos é a essência do programa revolucionário ao qual aderimos.
As referências que inspiraram esta obra e mais propriamente dita, minha vida, estão explicitas neste filme: Diógenes de Sinope, Etienne de La Boétie, Karl Marx e Guy Debord. Não as escondo e nem pretendo haver descoberto a pólvora. A mim, reconhecerão apenas o mérito de haver sabido utilizar estas referências para meu próprio esclarecimento. Quanto àqueles que dirão que esta obra não é suficientemente revolucionária, mas bastante radical ou melhor pessimista, lhes convido a propor sua própria visão do mundo no qual vivemos. Quanto mais numerosos em divulgar estas idéias, mais rapidamente surgirá a possibilidade de uma mudança radical.
A crise econômica, social e política revelou o fracasso patente do sistema totalitário mercante. Uma brecha surgiu. Trata-se agora de penetrar mas de maneira estratégica. Porém, temos que agir rápido pois o poder, perfeitamente informado sobre o estado de radicalização das contestações, prepara um ataque preventivo sem precedentes. A urgência dos tempos nos impõe a unidade em vez da divisão pois o quê nos une é mais profundo do quê o que nos separa. É muito fácil criticar o quê fazem as organizações, as pessoas ou os diferentes grupos, todos nós reclamamos uma revolução social. Mas na realidade, estas críticas são provenientes do imobilismo que tenta convencer-nos de que nada é possível.
Não devemos deixar que o inimigo nos vença, as antigas discussões de capela no campo revolucionário devem, com toda nossa ajuda, deixar lugar à unidade de ação. Deve-se duvidar de tudo, até mesmo da dúvida.
O texto e o filme são isentos de direitos autorais, podem ser recuperados, divulgados, e projetados sem nenhuma restrição. Inclusive são totalmente gratuitos, ou seja, não devem de nenhuma maneira ser comercializados. Pois seria incoerente propor uma crítica sobre a onipresença das mercadorias com outra mercadoria. A luta contra a propriedade privada, intelectual ou outra, é nosso golpe fatal contra a dominação presente.
Este filme é difundido fora de todo circuito legal ou comercial, ele depende da boa vontade daqueles que asseguram sua difusão da maneira mais ampla possível. Ele não é nossa propriedade, ele pertence àqueles que queiram apropriar-se para que seja jogado na fogueira de nossa luta.
Jean-François Brient e Victor León Fuentes
Reproduzido da página oficial do Documentário. Saiba mais clicando aqui.
Após a exibição do documentário haverá um debate.
Após a exibição do documentário haverá um debate.
domingo, 1 de abril de 2012
10 de abril de 2012: Surplus - aterrorizados para consumir
Surplus - Aterrorizados para Consumir
Sessão: Consumo, Capitalismo
Sessão: Consumo, Capitalismo
Abril: 10/04 – Surplus
Duração: 52 min.
Duração: 52 min.
Direção: Erik Gandini (Suécia)
Iniciando com violentas cenas dos protestos do 27º encontro do G8 em Gênova, o documentário sueco de 2003, dirigido pelo italiano Erik Gandini, escancara sem piedade as mazelas da globalização e da sociedade de consumo. Filmado na China, EUA, Cuba, Itália, Hungria, Índia, Canada e Suécia, e editado pelo compositor Johan Söderberg, esta odisséia visual sobre a natureza destrutiva da cultura de consumo ganhou um dos mais prestigiosos prêmos da categoria: o Lobo de Prata do Festival Internacional de Documentários de 2003 (IDFA), em Amsterdã, além do prêmio Cora Coralina de melhor obra no FICA - Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, no Brasil.
Iniciando com violentas cenas dos protestos do 27º encontro do G8 em Gênova, o documentário sueco de 2003, dirigido pelo italiano Erik Gandini, escancara sem piedade as mazelas da globalização e da sociedade de consumo. Filmado na China, EUA, Cuba, Itália, Hungria, Índia, Canada e Suécia, e editado pelo compositor Johan Söderberg, esta odisséia visual sobre a natureza destrutiva da cultura de consumo ganhou um dos mais prestigiosos prêmos da categoria: o Lobo de Prata do Festival Internacional de Documentários de 2003 (IDFA), em Amsterdã, além do prêmio Cora Coralina de melhor obra no FICA - Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, no Brasil.
O filme levou três anos para ser concluído e foi produzido inicialmente para a televisão pública sueca (dado interessantíssimo, diga-se de passagem). O documentário utiliza a técnica de sincronização labial para formar interessante intercâmbio entre imagem e som, trocando discursos de Fidel Castro, George W. Bush, Silvio Berlusconi e Steve Ballmer (CEO da Microsoft), entre outros. Editado em estilo mixagem, quase como um trabalho de DJ e VJ em uma única peça, o filme gera um estado de hipnose neurótica semelhante ao que se encontram os consumidores aterrorizados, sempre em busca da felicidade instantânea. É a lógica do “feitiço contra o feiticeiro”, ou a subversão da linguagem do videoclipe e dos comerciais de TV, com loops, edição veloz, música intensa e táticas de manipulação.
Logo de início o espectador é jogado a toda dentro da brutalidade e hipocrisia que convivem com as sociedades capitalistas modernas; da necessidade em ser um “bom consumidor” de um lado, à demanda por ser um “bom produtor”do outro. De fato, se há algo nesta jornada de 50 minutos que merece atenção especial, é o foco desta relação. Do socialismo Cubano de Fidel ao capitalismo americano, passando pela Índia, onde trabalhadores pobres chegam ao ponto de raspar cascos de navios enferrujados para reciclar metal, o filme denuncia que todos na sociedade moderna somos aterrorizados para nos tornarmos consumistas. O título é um trocadilho inteligente: “surplus” pode ser traduzido tanto como “superávit” como “excesso”, delineando a relação promíscua entre os dois significados.
Reproduzido de Plantando Consciência
Após a exibição do documentário haverá um debate com os participantes.
Após a exibição do documentário haverá um debate com os participantes.
Programação 2012: 6º. Circuito de Cinema Latino-Americano e Caribenho
CIRCULA ALI PRIMERA
6º. Circuito de Cinema Latino-Americano e Caribenho
Programação 2012
Sessão: Consumo, Capitalismo
Abril: 10/04 - Surplus
Maio: 08/05 - Da Servidão Moderna
Sessão: Globalização, Humanidade
Maio: 29/05 - Zeitgeist – O filme
Sessão: Saúde X Neoliberalismo
Julho: 03/07 - O Veneno está na Mesa
Agosto: 14/08 - Políticas de Saúde no Brasil
Sessão: A história de Carlos “O Chacal”
Setembro: 11/09 - Carlos 1
Setembro: 25/09 - Carlos 2
Outubro: 09/10 - Carlos 3
Sessão: As Indústrias da Morte e a História da Maconha
Outubro: 23/10 - Gras - A história da Marijuana
Novembro: 06/11 - Psiquiatria: Uma Indústria da Morte
Sessão: Histórias
Novembro: 20/11 - A guerra do Fogo
Dezembro: 04/12 - A Very Long Engagement
Entrada gratuita
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