As sessões de 2014 serão sempre às quartas-feiras, no auditório do CSE

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quarta-feira, 19 de março de 2014

Março: Dia 26 - Augusto Boal e o teatro dos oprimidos


PROGRAMAÇÃO

SESSÃO OUTONO

MARÇO

Dia 26/03/14
Quarta-feira
Auditório do CSE
18:30 h

Augusto Boal e o teatro do oprimido

2011
Diretor: Zelito Viana
Gênero: Documentário
País: Brasil
Duração: 62 min

Sinopse

O dramaturgo e escritor Augusto Boal alcançou a fama após desenvolver as técnicas do que passou a chamar de Teatro do Oprimido, que tem por proposta romper o imobilismo do espectador de forma a chamá-lo a interagir com a história representada no palco. Paralelamente, Boal teve grande participação política durante a ditadura militar, o que fez com que fosse preso, torturado e exilado.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Esconderse En La Flor


Esconderse En La Flor

Ali Primera

No me pidan poemas de amor
cuando quiero cantar la verdad
es la vida la que hay que enfrentar
yo no puedo esconderla en la flor

"Los hombres que caminan
mirando al suelo y temiéndolo al sol
una mano estirada
como mostrando el hambre
y el frío que corta los harapos
de los pobres del mundo
para bañar su cuerpo
no puede ser un poema de amor"
No me pidan poemas de amor
cuando quiero cantar la verdad
es la vida la que hay que enfrentar
yo no puedo esconderla en la flor

"El niño que amamanta
en las tetas resecas
de la madre del tiempo,
con canciones de lucha
quiero verlo crecer, con canciones de lucha
con canciones de pan
y por menos sufrir
le cantaré a los hombres
con guitarra y fusil.
Yo me siento feliz
con mi canto
porque son manos de obrero
y ellas quiero ser yo
las plantas de los pies
del que anduvo descalzo
de tanto andar el mundo
se volvieron canción"


No me pidan poemas de amor
cuando quiero cantar la verdad
es la vida la que hay que enfrentar
yo no puedo esconderla en la flor

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

El segundo desembarco: multinacionales españolas en América Latina


El segundo desembarco. Multinacionales españolas en América Latina

Quinientos años después de la Conquista de América, las empresas multinacionales españolas, con el apoyo de la diplomacia, de los organismos financieros internacionales y de los medios de comunicación, se hacen con los sectores clave de las economías de América Latina.

Es el segundo desembarco. Modernización, generación de empleo, disminución de la pobreza... fueron solo mitos. El saldo en forma de impactos de todo tipo no puede ser más negativo: daños medioambientales, desplazamientos de población, carestía y deficiencias de los servicios públicos privatizados, deterioro de los derechos laborales, violaciones de los derechos humanos y, en general, saqueo económico y de los recursos naturales.

Frente a ello, hoy, una amplísima red de organizaciones sociales del Sur y del Norte coordinan sus luchas y resistencias.

Un video de: Observatorio de Multinacionales en América Latina (OMAL) y Paz con Dignidad.

Guión, realización y producción: José Manzaneda
Duración: 41 minutos
Año: 2010

Fonte: Blip TV

terça-feira, 25 de junho de 2013

Dia 03/07/13: Los colombianos tal como somos de Omar Rincón


SESSÃO: OUTROS PAÍSES DE "NUESTRA AMÉRICA"

JULHO

Dia 03/07/13 . Los Colombianos

Direção:
Omar Rincón
2005
52min
Colômbia

Los Colombianos não é um documentário, ainda que suas imagens sejam reais, nem uma ficção, ainda que devaneie sobre o que é a identidade colombiana. Para o diretor, trata-se de um ensaio. Um apanhado geral da Colômbia cotidiana, sem verdades absolutas nem depoimentos cheios de orgulho patriótico. Cidades, símbolos e pessoas flertam com a imaginação em um filme surpreendente.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Eu me lembro: 29 de maio (quarta) às 19 h


SESSÃO ESPECIAL: OUTRA REALIDADE DAS CRIANÇAS COM "CINEMA PELA VERDADE"

MAIO

Dia 08/05/13

Eu me lembrosistema de atendimento online

Dirigido por Luiz Fernando Lobo e produzido por Tuca Moraes, o longa mostra imagens de julgamentos e a história da ditadura brasileira por meio dos depoimentos e imagens inéditas de arquivo da Comissão da Anistia do Ministério da Justiça e de acervos pessoais. Realizado pela XBrasil e pelo Instituto Ensaio Aberto (IEA), Eu Me Lembro leva o espectador aos bastidores do processos de anistia de militantes como Glauber Rocha, José Celso Martinez e Carlos Marighella. Há também depoimentos do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do presidente da Comissão de Anistia e secretário Nacional de Justiça, Paulo Abrão. Com entrevistas contundentes, o filme traz um destaque especial para o debate sobre o direito à Memória, à Verdade e à Justiça.

Local: Auditório do CSE/UFSC
Data: 29 de maio (quarta-feira)
Hora: Excepcionalmente às 19h

Debatedoras: Derlei Catarina De Luca e Viviane Cavalcante



Caravana da Anistia, realizada em 9 de outubro de 2012 no Armazém da Utopia, durante o lançamento, no Festival do RIo, do filme "Eu me Lembro".

sábado, 13 de abril de 2013

Sessão Especial: 17 de abril às 18:30 h - O som ao redor



SESSÃO ESPECIAL

ABRIL

Dia 17/04/13 . Quarta-feira 18:30 h

O som ao redor
Direção: Kleber Mendonça Filho
131 min
2012
Brasil

Sinopse

A vida numa rua de classe-média na zona sul do Recife toma um rumo inesperado após a chegada de uma milícia que oferece a paz de espírito da segurança particular. A presença desses homens traz tranquilidade para alguns, e tensão para outros, numa comunidade que parece temer muita coisa.

Enquanto isso, Bia, casada e mãe de duas crianças, precisa achar uma maneira de lidar com os latidos constantes do cão de seu vizinho. Uma crônica brasileira, uma reflexão sobre história, violência e barulho.

Visite a página do filme, clicando aqui.

sábado, 30 de março de 2013

03 de Abril na quarta-feira: "Guantanamera" de Tomás Gutierrez Alea e Juan Carlos Tabió


SESSÃO IMIGRANTES

ABRIL


Dia 03/04/13 . Quarta-feira 18:30 h

Guantanamera
Direção: Tomás Gutierrez Alea e Juan Carlos Tabió
1995
105 min
Cuba/Espanha/Alemanha

Sinopse

Depois de Morango e Chocolate, esta é a segunda parceria entre os diretores Tomás Gutierrez Alea e Juan Carlos Tabió. Guantanamera é uma comédia que se passa em Cuba, quando uma grave crise de combustível se abate sobre a ilha. O transporte de defuntos se torna um problema, e Afonso na tentativa de recuperar seu prestígio, formula um intrincado plano para resolver a situação. Com uma morte inesperada sem sua família, Afonso inaugura o novo sistema de transporte funerário, levando o corpo de Guantanamo até Havana em uma peregrinação com situações tanto cômicas como absurdas, de forma que a vida de ninguém nunca será a mesma.

sexta-feira, 15 de março de 2013

20 de Março na quarta-feira: "Un día sin mexicanos" de Sergio Arau


SESSÃO: IMIGRANTES

MARÇO

Dia 20/03/13 . Quarta-feira . 18:30 h

Un día sin mexicanos
Direção: de Sergio Arau
2004
100 min
México/EUA

Sinopse

A Califórnia está em estado de choque: numa noite desaparecem 14 milhões de pessoas, todos de origem hispânica, sem explicação nenhuma. Para agravar o trágico cenário, um muro de névoa isola o Estado norte-americano, tornando-o incomunicável com o resto do mundo. O problema é que este um terço da população é quase toda a mão de obra da Califórnia: são babás, motoristas, bombeiros, lixeiros, médicos, operários, cozinheiros e seguranças. dessa forma, o Estado começa a entrar em colapso.

quarta-feira, 13 de março de 2013

7a. edição do Circuito de Cinema Latino-Americano e Caribenho Alí Primera

Clique na imagem para aumentar

O IELA apresenta, em 2013, mais uma edição do Circuito de Cinema Latino-Americano e Caribenho Alí Primera. Este já é o sétimo ano do circuito que discute também a conjuntura latino-americana. Participe!!!



terça-feira, 16 de outubro de 2012

Políticas de Saúde no Brasil: Um século de luta pelo direito à saúde: 23 de outubro 2012 no CCJ


Políticas de Saúde no Brasil: Um século de luta pelo direito à saúde

Direção: Renato Tapajós
62 min.
Brasil
2006

23 de outubro de 2012 no auditório do CCJ/UFSC

Renato Tapajós é considerado um dos maiores nomes do cinema político do país. No documentário Política de Saúde no Brasil, ele propõe um formato inusitado, inserindo e intercalando a estrutura ficcional na narrativa, coloca recortes históricos esocioeconômicos de todo o Século XX. Tapajós disse em entrevista: “Procuro intercalar diálogos e representações: um passo além do simples depoimento”.

A sua formação é baseada em um cinema mais ideológico e prático, que procura explicar para o povo ossegredos da dinâmica social, ao mesmo tempo em que expressa à revolta deste povo. Nos anos sessenta descobriu que o cinema era sua vocação.

Jornalista desde garoto, lutou fortemente contra a ditadura militar. Como muitos de seus companheiros foi preso e torturado. Com sorte, sobreviveu ao período mais triste da história do Brasil. Profissionalmente só foi fazer cinema na década de 1970, sendo o seu primeiro filme (amador) feito em 1964, Vila da Barca, uma produção independente feita na raça, na vontade, sobre uma favela que é construída sobre palafitas nas margens do rio Amazonas, a qual existe até hoje. O filme ganhou o prêmio de melhor documentário no festival de Leipzig, na Alemanha. Formado em ciências sociais pela a USP, cursou a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras desta mesma Universidade no período de maior agitação política, entre 1964 e 1968. Foi militante do Movimento Estudantil.

Políticas de Saúde no Brasil: Um século de luta pelo direito à saúde

A busca na melhoria a saúde aconteceu em diversos momentos na história do país e esse é o tema do documentário “Políticas de saúde no Brasil: Um século de luta pelo direito à saúde” que mostra a evolução da saúde desde a revolta da vacina até a atualidade mostrando como foi o surgimento do sistema único de saúde (SUS) e os ideais que levaram a sua implantação, pois ele representa uma conquista daqueles que lutaram pela saúde do povo brasileiro por uma saúde onde há como ideal a universalidade, equidade e integralidade.

O filme inicia com o surto de várias epidemias, criação de vacinas para lutar contra as diversas doenças sendo instituída a lei de vacinação obrigatória contra a varíola. Era de grande interesse controlar as doenças, pois prejudicavam a produção e a exportação do café, para se manter boas relações comerciais com o exterior, além de manter a política de imigração. Em 1923 foi criando as Caixas de Aposentadoria e Pensão, essas instituições eram mantidas pelas empresas que passaram a oferecer esses serviços aos seus funcionários. A primeira delas foi a dos ferroviários. Elas tinham entre suas atribuições a assistência médica ao funcionário e a família, aposentadorias e pensões. Quando Getúlio Vargas toma o poder é criado o Ministério da Educação e Saúde e as caixas são substituídas pelos Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs), que, por causa do modelo sindicalista de Vargas, passam a ser dirigidos por entidades sindicais e não mais por empresas como as antigas caixas. O primeiro IAP foi o dos marítimos.

Com início da ditadura militar no Brasil, uma das discussões sobre saúde pública brasileira se baseou na unificação dos IAPs como forma de tornar o sistema mais amplo. Em 1960, ocorreu a unificação dos IAPs em um regime único para todos os trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), o que excluía trabalhadores rurais, empregados domésticos e funcionários públicos. Aconteceu em 1967 pelas mãos dos militares a unificação de IAPs e a conseqüente criação do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS). Surgiu então uma demanda muito maior que a oferta. A solução encontrada pelo governo foi pagar a rede privada pelos serviços prestados à população. A estrutura foi se modificando tendo a criação do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps) em 1978, que ajudou nesse trabalho nos repasses para iniciativa privada. Um pouco antes, em 1974, os militares já haviam criado o Fundo de Apoio ao Desenvolvimento Social (FAS), que ajudou a remodelar e ampliar a rede privada de hospitais, por meio de empréstimos com juros subsidiados.

A 8ª Conferência Nacional de Saúde foi um marco na história do SUS. Foi aberta em 17 de março de 1986 por José Sarney, o primeiro presidente civil após a ditadura, e foi a primeira conferência a ser aberta à sociedade, também, foi importante na propagação do movimento da Reforma Sanitária. A 8ª Conferência Nacional de Saúde resultou na implantação do Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde (SUDS), um convênio entre o INAMPS e os governos estaduais, A Constituição de 1988 foi um marco na história da saúde pública brasileira, ao definir a saúde como "direito de todos e dever do Estado".

Fonte: Compilado de Ebah por Lara Gusmão e, resenha crítica por Fagner Alfredo Ardisson Cirino Campos.

terça-feira, 26 de junho de 2012

O veneno está na mesa: 09 de outubro de 2012


O veneno está na mesa

Direção e Silvio Tendler
59 min.
Brasil
2011

Silvio Tendler é um especialista em documentar a história brasileira. Já o fez a partir de João Goulart, Juscelino Kubitschek, Carlos Mariguela, Milton Santos, Glauber Rocha e outros nomes importantes. Em seu último documentário, Silvio não define nenhum personagem em particular, mas dá o alerta para uma grave questão que atualmente afeta a vida e a saúde dos brasileiros: o envenenamento a partir dos alimentos.

Em "O veneno está na mesa" (...) o documentarista mostra que o Brasil está envenenando diariamente sua população a partir do uso abusivo de agrotóxicos nos alimentos. Em um ranking para se envergonhar, o brasileiro é o que mais consome agrotóxico em todo o mundo, sendo 5,2 litros a cada ano por habitante. As consequências, como mostra o documentário, são desastrosas.

Em entrevista exclusiva ao Brasil de Fato, Silvio Tendler diz que o problema está no modelo de desenvolvimento brasileiro. E seu filme, que também é um produto da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida, capitaneada por uma dezena de movimentos sociais, nos leva a uma reflexão sobre os rumos desse modelo.

Confira a entrevista do cineasta na página de Brasil de fato, clicando aqui.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

XI Festival Internacional de Cine y Video de los Pueblos Indígenas: por la vida, imágenes de resistencia


Colombia del 23 al 30 de septiembre en Bogotá y del 3 al 6 de Octubre de 2012 en Medellín

Lanzamiento del XI Festival Internacional de Cine y Video de los Pueblos Indígenas, por la vida, imágenes de resistencia, a realizarse en Colombia en septiembre y octubre próximos…

“Los pueblos indígenas desde las raíces, ancestralmente, hemos comunicado espiritualmente; hoy tenemos medios apropiados que sirven para complementar esa comunicación tradicional y debemos usar las herramientas tecnológicas de la modernidad como radio, prensa, internet y los audiovisuales como medios de expresión y unidad… Esta XI versión de este gran Festival debe ser símbolo de unidad e integración para nuestros pueblos indígenas”, señaló Álvaro Piranga, consejero de la ONIC en el ritual de Armonización, durante el Acto de lanzamiento del Festival que se llevo a cabo el pasado 20 de enero en la sede de la ONIC en Bogotá.

La Consejería de gobierno de la Autoridad Nacional Indígena de Colombia, ONIC; La Coordinadora Latinoamericana de Cine y Video de los Pueblos Indígenas, CLACPI; la Organización Indígena de Antioquia, OIA; la Asociación de Cabildos Indígenasdel Norte del Cauca, ACIN; elTejido de Comunicaciones por la Verdad y la Vida ACIN y; la Fundación Cine Documental, que conforman el Comité Organizador del XI Festival, expusieron aspectos fundamentales de lo que será esta versión del Festival audiovisual más importante de los pueblos indígenas del Abya Yala.

Al Acto de lanzamiento que inicio con un ritual asistieron varias organizaciones sociales, investigadores, académicos, estudiantes, medios de comunicación, pueblos y organizaciones indígenas, organizaciones internacionales como agencias de cooperación y de la ONU e instituciones del Estado y del Distrito, entre ellos el Programa Presidencial para la Formulación de Estrategias y Acciones para el Desarrollo Integral de los Pueblos Indígenas de Colombia.


(...) El Festival 

El Festival Internacional de Cine y Vídeo de los Pueblos Indígenas se realiza desde 1985 año en que surgió CLACPI y ésta en asociación con organizaciones indígenas de cada país organiza un Festival cada 2 años en Latinoamérica para estimular y visibilizar los procesos de comunicación y producción audiovisual de comunicadores y pueblos indígenas. El Festival incluye actividades de difusión, capacitación y producción, foros, seminarios y reuniones preparatorias en las que participan autoridades, líderes y organizaciones indígenas.
Este año el Festival se realiza en Colombia del 23 al 30 de septiembre en Bogotá y del 3 al 6 de Octubre de 2012 en Medellín. Los ejes temáticos son: territorio y sitios sagrados; resistencia y lucha de los pueblos y; pueblos en vía de extinción con el propósito de fortalecer los procesos de comunicación de los pueblos indígenas del Abya Yala fomentando la producción audiovisual propia y la amplia divulgación de la realidad y los derechos indígenas.


Las anteriores versiones del Festival se llevaron a cabo en México D.F. México, 1985;  1987 en Río de Janeiro, Brasil; 1989 en Caracas, Venezuela; 1992 en Lima y Cuzco, Perú; 1996 en Santa Cruz de la Sierra, Bolivia; 1999 en Quetzaltenango, Guatemala; 2004 en Santiago, Wallmapu, Chile; 2006 en Oaxaca, México, 2008 La Paz-Bolivia y 2010 en Quito, Ecuador. Algunas producciones han ganado espacios en televisión abierta de distintos países.


El Festival Internacional de Cine de los Pueblos Indígenas se ha convertido en un escenario de vital importancia e incidencia política y visibilizacion de la realidad indígena que permite a los pueblos y las organizaciones indígenas, además, consolidar un proceso de reivindicación social y política en el cual la comunicación adquiere una relevancia como pilar de defensa, resistencia y promoción de la cultura y los derechos indígenas.

El arte y la cultura audiovisual son mecanismos que contribuyen a la promoción y consolidación de la cosmovisión, la cultura y los procesos indígenas. Por ello hemos impulsado la producción y difusión audiovisual, expresados en temas como cultura, derechos humanos y colectivos, territorio, memoria, militarización, saqueo territorial, mujer y familia, violencia en las comunidades y su impacto en el tejido sociocultural.

Reproduzido de Cine y Video Indígena

Leia o texto completo clicando aqui.

08 de maio de 2012: Da servidão moderna


Da Servidão Moderna

Direção: Jean-François Brient
52 min.
2009

A servidão moderna é um livro e um documentário de 52 minutos produzidos de maneira completamente independente; o livro (e o DVD contido) é distribuído gratuitamente em certos lugares alternativos na França e na América latina. O texto foi escrito na Jamaica em outubro de 2007 e o documentário foi finalizado na Colômbia em maio de 2009. Ele existe nas versões francesa, inglesa e espanhola. O filme foi elaborado a partir de imagens desviadas, essencialmente oriundas de filmes de ficção e de documentários.

O objetivo principal deste filme é de por em dia a condição do escravo moderno dentro do sistema totalitário mercante e de evidenciar as formas de mistificação que ocultam esta condição subserviente. Ele foi feito com o único objetivo de atacar de frente a organização dominante do mundo.

No imenso campo de batalha da guerra civil mundial, a linguagem constitui uma de nossas armas. Trata-se de chamar as coisas por seus nomes e revelar a essência escondida destas realidades por meio da maneira como são chamadas.  A democracia liberal, por exemplo, é um mito já que a organização dominante do mundo não tem nada de democrático nem de liberal. Então, é urgente substituir o mito de democracia liberal por sua realidade concreta de sistema totalitário mercante e de expandir esta nova expressão como uma linha de pólvora pronta para incendiar as mentes revelando a natureza profunda da dominação presente.

Alguns esperarão encontrar aqui soluções ou respostas feitas, tipo um pequeno manual de “como fazer uma revolução?” Esse não é o propósito deste filme. Melhor dizendo, trata-se mais exatamente de uma crítica da sociedade que devemos combater. Este filme é antes de tudo um instrumento militante cujo objetivo é fazer com que um número grande de pessoas se questionem e difundam a crítica por todos os lados e sobretudo onde ela não tem acesso. Devemos construir juntos e por em prática as soluções e os elementos do programa. Não precisamos de um guru que venha explicar à nós como devemos agir: a liberdade de ação deve ser nossa característica principal. Aqueles que desejam permanecer escravos estão esperando o messias ou a obra que bastando seguir-la  ao pé da letra, libertam-se. Já vimos muitas destas obras ou destes homens em toda a história do século XX que se propuseram constituir a vanguarda revolucionária e conduzir o proletariado rumo a liberação de sua condição. Os resultados deste pesadelo falam por si mesmos.

Por outro lado, condenamos toda espécie de religião já que as mesmas são geradoras de ilusões e nos permite aceitar nossa sórdida condição de dominados e porque mentem ou perdem a razão sobre muitas coisas. Todavia, também condenamos todo astigmatismo de qualquer religião em particular. Os adeptos do complot sionista ou do perigo islamita são pobres mentes mistificadas que confundem a crítica radical com a raiva e o desdém. Apenas são capazes de produzir lama. Se alguns dentre eles se dizem revolucionários é mais com referência às “revoluções nacionais” dos anos 1930-1940  que à verdadeira revolução liberadora a qual aspiramos. A busca de um bode expiatório em função de sua pertencia religiosa ou étnica é tão antiga quanto a civilização e não é mais que o produto das frustrações daqueles que procuram respostas rápidas e simples frente ao mal que nos esmaga. Não deve haver ambigüidade com respeito a natureza de nossa luta. Estamos de acordo com a emancipação da humanidade inteira, fora de toda discriminação. Todos por todos é a essência do programa revolucionário ao qual aderimos.

As referências que inspiraram esta obra e mais propriamente dita, minha vida, estão explicitas neste filme: Diógenes de Sinope, Etienne de La Boétie, Karl Marx e Guy Debord. Não as escondo e nem pretendo haver descoberto a pólvora. A mim, reconhecerão apenas o mérito de haver sabido utilizar estas referências para meu próprio  esclarecimento. Quanto àqueles que dirão que esta obra não é suficientemente revolucionária, mas bastante radical ou melhor pessimista, lhes convido a propor sua própria visão do mundo no qual vivemos. Quanto mais numerosos em  divulgar estas idéias, mais rapidamente surgirá a possibilidade de uma mudança radical.

A crise econômica, social e política revelou o fracasso patente do sistema totalitário mercante. Uma brecha surgiu. Trata-se agora de penetrar mas de maneira estratégica. Porém, temos que agir rápido pois o poder, perfeitamente informado sobre o estado de radicalização das contestações, prepara um ataque preventivo sem precedentes. A urgência dos tempos nos impõe a unidade em vez da divisão pois o quê nos une é mais profundo do quê o que nos separa. É muito fácil criticar o quê fazem as organizações, as pessoas ou os diferentes grupos, todos nós reclamamos uma revolução social. Mas na realidade, estas críticas são provenientes do imobilismo que tenta convencer-nos de que nada é possível.

Não devemos deixar que o inimigo nos vença, as antigas discussões de capela no campo revolucionário devem, com toda nossa ajuda, deixar lugar à unidade de ação. Deve-se duvidar de tudo, até mesmo da dúvida.

O texto e o filme são isentos de direitos autorais, podem ser recuperados, divulgados, e projetados sem nenhuma restrição. Inclusive são totalmente gratuitos, ou seja, não devem de nenhuma maneira ser comercializados. Pois seria incoerente propor uma crítica sobre a onipresença das mercadorias com outra mercadoria. A luta contra a propriedade privada, intelectual ou outra, é nosso golpe fatal contra a dominação presente.

Este filme é difundido fora de todo circuito legal ou comercial, ele depende da boa vontade daqueles que asseguram sua difusão da maneira mais ampla possível. Ele não é nossa propriedade, ele pertence àqueles que queiram apropriar-se para que seja jogado na fogueira de nossa luta.

Jean-François Brient e Victor León Fuentes

Reproduzido da página oficial do Documentário. Saiba mais clicando aqui.


Após a exibição do documentário haverá um debate.

domingo, 1 de abril de 2012

10 de abril de 2012: Surplus - aterrorizados para consumir


Surplus - Aterrorizados para Consumir


Sessão: Consumo, Capitalismo
Abril: 10/04 – Surplus


Duração: 52 min.
Direção: Erik Gandini (Suécia)


Iniciando com violentas cenas dos protestos do 27º encontro do G8 em Gênova, o documentário sueco de 2003, dirigido pelo italiano Erik Gandini, escancara sem piedade as mazelas da globalização e da sociedade de consumo. Filmado na China, EUA, Cuba, Itália, Hungria, Índia, Canada e Suécia, e editado pelo compositor Johan Söderberg, esta odisséia visual sobre a natureza destrutiva da cultura de consumo ganhou um dos mais prestigiosos prêmos da categoria: o Lobo de Prata do Festival Internacional de Documentários de 2003 (IDFA), em Amsterdã, além do prêmio Cora Coralina de melhor obra no FICA - Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental, no Brasil.

O filme levou três anos para ser concluído e foi produzido inicialmente para a televisão pública sueca (dado interessantíssimo, diga-se de passagem). O documentário utiliza a técnica de sincronização labial para formar interessante intercâmbio entre imagem e som, trocando discursos de Fidel Castro, George W. Bush, Silvio Berlusconi e Steve Ballmer (CEO da Microsoft), entre outros. Editado em estilo mixagem, quase como um trabalho de DJ e VJ em uma única peça, o filme gera um estado de hipnose neurótica semelhante ao que se encontram os consumidores aterrorizados, sempre em busca da felicidade instantânea. É a lógica do “feitiço contra o feiticeiro”, ou a subversão da linguagem do videoclipe e dos comerciais de TV, com loops, edição veloz, música intensa e táticas de manipulação.

Logo de início o espectador é jogado a toda dentro da brutalidade e hipocrisia que convivem com as sociedades capitalistas modernas; da necessidade em ser um “bom consumidor” de um lado, à demanda por ser um “bom produtor”do outro. De fato, se há algo nesta jornada de 50 minutos que merece atenção especial, é o foco desta relação. Do socialismo Cubano de Fidel ao capitalismo americano, passando pela Índia, onde trabalhadores pobres chegam ao ponto de raspar cascos de navios enferrujados para reciclar metal, o filme denuncia que todos na sociedade moderna somos aterrorizados para nos tornarmos consumistas. O título é um trocadilho inteligente: “surplus” pode ser traduzido tanto como “superávit” como “excesso”, delineando a relação promíscua entre os dois significados.

Reproduzido de Plantando Consciência

Após a exibição do documentário haverá um debate com os participantes.