domingo, 27 de novembro de 2011
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Feito pela produtora independente Doc Dois, Impasse mostra as cinco semanas de manifestações, entre maio e junho de 2010, em Florianópolis, e revela o que pensam os usuários, trabalhadores, especialistas e empresários do transporte na Capital.
Na segunda semana de protestos na Capital, os diretores analisaram o conteúdo das gravações e decidiram que o material merecia um documentário aprofundando as questões mais polêmicas.
O filme ficou pronto em quatro meses e traz, além dos registros das manifestações de 2010, entrevistas e outras imagens de arquivo de 2004 e 2005.
O objetivo dos diretores é que o tema seja visto e debatido, e que as pessoas possam refletir sobre a questão do transporte coletivo.
— O documentário também aborda direitos e limites de um movimento social na democracia e o papel da polícia — explica Evangelista.
Impasse pretende expor as contradições e as diferenças de posição dos estudantes, dos representantes dos governos municipal e estadual, e mostrar porque Florianópolis tornou-se um símbolo na luta pelo transporte público no Brasil.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Se você realmente acredita que o que se fala nos noticiários é a verdade vinda de um trabalho jornalistico que procura melhorar a sociedade, você tem que assistir a esse documentário. Provavelmente sua impressão sobre o telejornalismo nunca mais será a mesma.
Outfoxed entrevista ex-jornalistas da Fox News e mostra o lado escuro por trás da notícias. Os interesses das grandes corporações e das oligarquias formando e controlando a "opinião pública", transformando o jornalismo na chamada "imprensa marrom" liderada por Rupert Murdoch.
A Fox News não deixa de ser muito semelhante a nossa imprensa brasileira, também conhecida como o PIG (Partido da Imprensa Golpista).
"A mídia é o centro nervoso da democracia, se ela não funciona bem, a democracia não funciona"
sexta-feira, 8 de abril de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Mostra os movimentos populares, principalmente na América do Sul, que conseguiram fazer alguma mudança em seus países e no Mundo. Os zapatistas, que foram os primeiros a dar um grande alerta sobre os malicífios da globalização e exigiam, mobilizando grandes massas, o reconhecimento dos povos indígenas no México. Os indígenas também foram os responsáveis por grandes mudanças na Bolívia, pricipalmente contra a privatização da água e do gás. Mostra como o sistema e a mídia são contra os governos de origem popular na América Latina.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Mais um documentário que eu considero imperdível. De produção Argentina esse documentário mostra através de entrevistas com professores, políticos, juristas e cidadãos cubanos a realidade desse país tão mal compreendido por aqui.
Falar sobre Cuba é sempre arriscado visto que o imaginário popular já está carregado com uma visão estadunidense de Cuba, uma visão que ignora o que realmente se passa na ilha de Fidel. Estamos acostumados a pensar em Cuba como um país que sofre sob o embargo economico dos EUA, liderado por um ditador que não deixa o poder desde a década de 60, sem grandes riquezas graças ao socialismo e com poucas oportunidades para seus habitantes.
O que esse documentário faz é mostrar como essa visão está errada, e como Cuba é um exemplo que deveria ser seguido e não criticado, os mais céticos podem até pensar que esse filme é pura marmelada, que não pode ser assim a verdade de Cuba, mas por mais que pareça improvável, existem alternativas e Cuba é um prova e uma demonstração clara de que certas alternativas podem sim dar certo.
Chamo a atenção de todos especialmente à forma como são tratados os detentos e os deficientes cubanos, num projeto real de inclusão e ressocialização, longe do que temos aqui ou em muitos países de primeiro mundo.
Então se você também gostaria de saber mais sobre Cuba e sobre como é viver sob um Estado Socialista, assista esse documentário com a mente e os olhos abertos, livre-se dos preconceitos e derrube os mitos levantados sobre esse país.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
A história da campanha boliviana de Che é um conto de tenacidade, sacrifício, idealismo e de arte de guerrilha que no final das contas acabou por falhar, resultando na morte de Che. Através dessa história, nós tentamos entender como Che continua sendo um símbolo de idealismo e heroísmo que vive nos corações das pessoas ao redor do mundo.
Elenco: Benício Del Toro, Demián Bichir, Santiago Cabrera, Catalina Moreno, Julia Ormond, Benjamin Bratt, Lou Diamond Phillips, Franka Potente, Edgar Ramirez, Victor Rasuk, Rodrigo Santoro.
Curiosidades: Rodrigo Santoro interpreta Raúl Castro, irmão de Fidel, em ambos os filmes.
quarta-feira, 31 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Em um país latino-americano que pode ser o Sendero Luminoso no Peru ou do Equador, nos anos 80, um policial chamado Agustin Rejas é atribuído a captura de Ezequiel, um perigoso terrorista, que quer colocar o governo em xeque. Sua investigação será alargada no tempo, enquanto conhece a bela professora de balé de sua filha, atravessa uma missão que devora a sua vida.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Considerando que este filme foi feito em 1978, quando ninguém - ninguém, especialmente no México - foi fazer filmes sobre homossexuais, este filme é notável pela forma como ele apresenta uma crítica da cultura machista. La Manuela, interpretada brilhantemente por Roberto Cobo, não quer ser um homem, porque não quer ser um "bruto, um animal". Pancho e seu cunhado, Octavio, representam tudo o que há de errado com os homens mexicanos. Eles são obcecados com constantes demonstrações de "virilidade", aos olhos do mundo. Eles tratam as mulheres como objetos, eles são violentos, e gostam de controlar outras pessoas. Pancho é especialmente patético, porque obviamente se sente atraído por La Manuela, mas não pode admitir isso. Por outro lado, La Manuela é muito honesto e aberto sobre quem ela é, e o que ela quer. Ela não se importa se as pessoas zombam. Ela é gentil, solidário, e em momentos decisivos, corajoso. No caso você está pensando que isso é um macho-bashing filme, mas não é. Don Alejo, o velho cacique (patrão) da cidade é um patriarca a moda antiga que tem suas falhas, mas ele não está ameaçado por homens como la Manuela. Ele não gosta de julgar as pessoas, mas reconhece a ilegalidade quando a vê. Ele sugere que há outras maneiras de ser um homem no México, e que pessoas como Pancho e Octavio são ameaças à sociedade. A relação entre la Manuela e sua filha, Japonesita, é doce e comovente, como os papéis de mãe e filha em um melodrama de 1940, mas com um toque moderno! Embora la Manuela às vezes cometa atos exagerados e paródias do comportamento feminino, é claramente apenas parte do espetáculo ou show. Quando não está no palco, ela é realista e prático, como qualquer uma das outras "meninas" que trabalham no bordel. Este filme mostra o lado obscuro da vida em uma cidade pequena, mas, em última análise, sugere que as pessoas que vivem e trabalham no bordel são mais honestas e sinceras, do que aqueles, que pertencem ao chamado "respeitável" mundo exterior. Roberto Cobo é perfeito no papel, porque ele não é bonito ou tem um feminino olhar, mas sabe como seduzir com palavras e gestos. A dança "final do beijo" é hipnótica, e é fácil esquecer que ele, não é uma "mulher" real, quando dança para Pancho. Todo o filme é um comentário sobre como a vida no México, que está mudando a vida da cidade pequena, e como esta também vai desaparecendo. É um grande filme, vale a pena ver. Um dos melhores filmes que saiu do cinema Méxicano na década de 1970, sem dúvida.
Direção: Arturo Ripstein Ano:1997 Genero: Drama
Elenco: Lucha Villa, Ana Martín, Gonzalo Vega, Julián Pastor, Roberto Cobo, Hortensia Santoveña, Carmen Salinas, Julián Pastor
Este filme contará com a participação do mestrando em geografia, pela UFSC, Juan Otalora.

Há décadas, Cuba desperta o interesse do mundo, seja entre simpatizantes ou não. A verdade é que Cuba ainda impressiona por ser não apenas o único país latino-americano comunista, mas, principalmente, por ter engendrado uma revolução socialista, às "barbas" da maior potência capitalista mundial de então, os Estados Unidos. Porém, por mais curiosos que sejamos em relação à Cuba, conhecemos muito superficialmente sua realidade, salvo os especialistas e algumas raras exceções.
Assim, o filme Morango e chocolate (1993)* , dirigido por Tomás Gutierrez Alea (recentemente falecido e considerado um dos maiores cineastas cubanos) e Juan Carlos Tabio, pode com certeza trazer à tona discussões e reflexões acerca da complexidade histórica da realidade cubana.
Um filme cubano, baseado no conto "El bosque, el lobo y el hombre nuevo", do roteirista Senal Paz, nos remete à Havana de 1979, apresentando uma Cuba repleta de contradições em sua realidade econômica, política, social e cultural. Não foi por acaso que Morango e chocolate ganhou, em 1993, o prêmio de melhor filme do Festival de Havana, o de melhor filme no Festival de Gramado no ano seguinte, além de premiações em Berlim. Foi o primeiro filme a cruzar os limites de Cuba e entrar no grande circuito comercial e, ao contrário do que se possa pensar, não se trata de uma obra que tem como seu objetivo principal discutir a política cubana, mas sim mostrar Cuba como um todo: sua cultura e seu povo em sua plenitude.
A Havana de 1979 não é tão diferente da de hoje. Com certeza, atualmente, a situação cubana agravou-se, não apenas em conseqüência da queda do comunismo na URSS, em 1989, mas, principalmente, da perda acelerada dos recursos que provinham deste país.
A história narra o encontro de dois personagens antagônicos: David (Vladimir Cruz), estudante universitário que acredita na essência da Revolução Cubana e nas suas grandes realizações, e Diego (Jorge Perugorria, numa belíssima interpretação), um artista dissidente que luta contra o preconceito a que são submetidos os homossexuais em Cuba e exige o direito da liberdade de expressão num governo autoritário. A discussão que se trava entre Diego e David revela os dois lados de uma mesma moeda, os dois lados da Revolução Cubana. Revolução esta que, inicialmente, possuía um caráter nacionalista e que, depois, tomou a forma de uma revolução socialista aos moldes da Revolução Russa. Revolução que solucionou problemas como o analfabetismo, a prostituição, a desigualdade social, a saúde, a educação, enfim, problemas que, ainda hoje, não foram erradicados nos países do chamado "Terceiro Mundo".
David, filho de camponês que teve acesso à universidade pública, vê nessas conquistas o verdadeiro sentido da Revolução, enquanto Diego, um homossexual que sofre discriminação em seu país, contesta, a todo momento, a visão unilateral da Revolução que David possui. Aos poucos, uma lição de vida vai se desnudando em frente aos nossos olhos. O conflito pessoal que se estabelece entre os personagens nos oferece discussões elementares acerca do regime e das condições de liberdade do povo cubano, tratando também, de forma bastante sutil, de assuntos como patriotismo, segurança nacional, soberania, liberdade de expressão e realizando, principalmente, uma análise bem conseqüente da ditadura de Fidel Castro.
Historicamente, o filme é bastante fiel às dificuldades da vida do cubano, à religiosidade (mostrando as fortes influências africanas, em oposição ao ateísmo instituído pelo materialismo histórico e seguido à risca pelo regime) e às desigualdades sociais que começam a aparecer. Um tema bem enfocado pelo filme é o da discriminação sofrida pelos homossexuais cubanos que, nas décadas de 1960 e 1970, eram enviados aos chamados "campos de reeducação" com o objetivo de serem "regenerados" para o "benefício" da sociedade cubana.
A relação conflituosa dos dois personagens, que permeia todo o enredo do filme, vai, aos poucos, com maestria, guiando o espectador para o interior de Cuba: uma Cuba alegre, espirituosa, religiosa, política, humana, mas repleta de contradições. Gutierrez consegue, com bastante sutileza, nos apresentar uma Cuba muito especial, com um passado revolucionário glorioso e que tenta, mesmo ilhada econômica e militarmente, manter suas conquistas e sua soberania.
Morango e chocolate vem lembrar, segundo seu diretor, que, "acima das questões políticas suscitadas pelo governo de Fidel Castro, há um país chamado Cuba e uma forte cultura nacional".
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Sinopse:
O mundo está repleto de homens valiosos que provavelmente nunca conheceremos, mas afortunadamente alguns nomes são relembrados para contarmos sua história. "Antes do Anoitecer" é um filme baseado nas memórias de Reinaldo Arenas, um homem exilado que ama profundamente suas raízes, sua terra e sua gente. É a história de um artista cubano que luta pela sua liberdade como escritor e pela sua liberdade como homossexual em um país que o decepciona. "Antes do Anoitecer" conta com um elenco extraordinário encabeçado pelo ator espanhol Javier Bardem (carne Trêmula) cuja interpretação no papel de Arenas o fez merecer a COPA VOLPI, como melhor ator no Festival de Cinema de Veneza 2000 e lhe valeu uma indicação ao Oscar na categoria de Melhor Ator. Ao seu lado atuam Johnny Depp, Sean Penn, Andrea Di Stefano. Dos produtores: Cunnigham O´Keefe e Schnabel, "Antes do Anoitecer" é uma história que vai cativar homens e mulheres de mente e espíritos livres.
Um dos melhores filmes deste ano" The New York Times (2000).
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
****
"UM FILME COMPLEXO E INQUIETANTE."
-Jamie Russell, BBC
"PERVERSO, MORDAZ E COMOVENTE."
-John Anderson, NEWSDAY
SINOPSE: Zapa é um serralheiro numa pacata cidade, perdida algures na Argentina rural. O trabalho é pouco, e as horas parecem passar lentamente. Quando Polaco, o seu patrão, o envia num trabalho "especial", ele não tem outra escolha senão obedecer. No dia seguinte, Zapa é preso por ser cúmplice no assalto de uma farmácia local. Ismael, o seu tio, é um polícia reformado que consegue libertá-lo sob fiança e encaminha-o para Buenos Aires. Aí, Zapa arranja uma vaga na academia da polícia, da qual se forma passados meses de treino intenso. Agora, ele é um bonaerense - membro da força de polícia mais brutal e corrupta da Argentina. E é quando tudo parecia correr bem, que Zapa vê a sua vida transformar-se numa história mais estranha do que a própria ficção...
DIRETOR: Pablo Trapero
INTÉRPRETES: Jorge Román, Mimí Ardú, Darío Levy, Víctor Hugo Carrizo, Hugo Anganuzzi, Graciana Chironi, Luis Viscat, Roberto Posse, Aníbal Barengo, Lucas Olivera, Gastón Polo, Jorge Luis Giménez.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
UM URSO VERMELHOO filme conta a história do urso (Julio Chávez), que é enviado para a prisão por um roubo e um homicídio.
Urso após sete anos, é libertado da prisão, e vemos em flashback o assalto que levou à sua prisão. Sua filha Alicia (Agostina Lage), tinha um ano de idade no dia do roubo. Como conseqüência, Alicia nunca tive a chance de conhecer seu pai.
Urso retorna à sua cidade natal, um subúrbio de Buenos Aires deprimido, plenamente consciente de que sua mulher, Natalia (Soledad Villamil), está vivendo com outro homem, Sergio (Luis Machin).
No entanto, o urso está determinado a estabelecer uma relação com Alice, e recolher o dinheiro que um chefão do crime desprezível conhecido como o Turk (lavanda René) lhe devia.
Entretanto, o turco quer Urso para ser o condutor em fuga de um último trabalho grande.
Por sua parte, Alicia parece fascinado com o pai e faz-lhe prometer que nunca mais ir embora novamente.
Elenco:
* Julio Chávez como Bear
* Como Natalia Soledad Villamil
* Ace Sergio Luis Machin
* Alicia como Agostina Lage
* Enrique Liporace como Guemes
* René Lavand como Truck
* Daniel Valenzuela como Alfarito
* Freddy Flores como Truck
Distribuição
O filme foi exibido em festivais de cinema, incluindo: o Festival de Cinema de Gotemburgo, na Suécia, o Festival de Havana, Cuba, a América Latina Film Festival, Polónia, do latim Lleida-American Film Festival, Espanha, o Festival de Cinema de Cartagena, Colômbia , o filme pelo Festival de Cinema de Mar, Holanda, e do Festival Internacional de Helsínquia, Finlândia.
Nos Estados Unidos, a imagem aberta no Sundance Film Festival em 17 de janeiro de 2003. Também exibido no New Directors / New Films Film Festival, Nova York, em março de 2003, eo Milwaukee Festival Internacional de Cinema e Los Angeles, em outubro de 2004.
Crítica
O crítico de cinema Neil Young pensou que o filme foi uma mistura envolvente de thriller e drama familiar, e escreveu, "[O filme] é, no entanto, uma eficaz, se menor, a incursão em um canto, poeirenta negligenciadas da moderna Buenos Aires. Podemos sentir-se bem na Argentina, onde são documentados problemas financeiros que começam a azedar atmosfera de todo o país, exercendo pressões insuportáveis sobre os gostos de Sergio, Urso e Natalia.
Diego Batlle e jornalista, que escreve para o jornal espanhol La Nacion, escreveu: "A Bear Red impôs-se como uma peça de grande força dramática que ratifica o talento narrativo do prolífico diretor."
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
La Ciénaga, dirigido pela estreante Lucrecia Martel, usa uma série de episódios aparentemente sem intercorrências, e uma sensação de perigo iminente na atmosfera para fazer uma declaração sobre a decadência da classe média argentina. As famílias são retratados em decomposição, sem muita simpatia, mostrando-lhes como racista, insensível, e auto-indulgente. A tela verdadeiramente pulsa com a vida e a feiúra. Cada quadro é preenchido com crianças e animais correndo para dentro e para fora, latidos de cães, todos falando ao mesmo tempo, música aos berros, e da TV gritando algo sobre aparições da Virgem Maria. É quase como se a câmera estivesse inclusa em um encontro íntimo familiar, fazendo com que o espectador se sinta como um convidado em uma festa sem ser convidado. A narrativa (como é) é de cerca de duas famílias e seus filhos jogados juntos no final de um Verão quente sufocante, e como toda a gente traz as marcas de imprudência e desatenção: cicatrizes, queimaduras, contusões. Nada funciona neste meio, a piscina está muito suja, um menino perdeu um olho, o outro tem medo de histórias sobre cães, ratos, beber é excessivo e acidentes são uma consequência. A mãe (Mecha), é uma bêbada que apenas parece estar à espera do fim de enfrentar a vida na cama por 20 anos como sua própria mãe. Ela faz declarações racistas dirigidas para o seu servo, grita a sua própria filha Momi, (que parece estar encantada com o agente), e faz planos de vaga para ir à Bolívia para comprar material escolar para as crianças. La Ciénaga não é fácil de ver. É mal-humorada, sensual, atmosférica, quase insuportavelmente íntima, com um nível constante de ansiedade e tensão. Você pode sentir a construção de umidade em sua testa. O perigo está sempre perto, e da violência parece não apenas possível, mas provável. Há uma saudade indizível por algo, alguma coisa boa para acontecer para aliviar o vazio da vida. Lembrei-me de Tchekhov e Dostoievski. É quase Bunuelian no seu sentimento, mas, ao contrário de Buñuel, não é comédia de humor negro, só escuro. O pano de fundo tácito é a história recente da Argentina, um pesadelo interminável de violência política, a agitação social e do desastre fiscal. Só as crianças nos dão alguma esperança para o futuro. É um quadro interessante sobre a arrogância de classe com um final como mover-se como qualquer outro que eu já vi. (Howard Schumann)
O filme contará com a participação e apresentação do mestrandro em Economia, Vladimir Murillo pela UNAM - Universidade Autonoma do México
terça-feira, 4 de agosto de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
Un Mundo Maravilloso
O Circuito de Cinema Latino-Americano e Caribenho (CIRCULA) Alí> Primera, do IELA, apresenta na próxima quinta, dia 18/06, às 18h30min, no> Auditório do CSE/UFSC, mais um filme que discute a temática latino-americana.Un Mundo Maravilloso (México, 2006) Sátira social narrada como conto de fadas. Era uma vez um homem chamado Juan Pérez. Um enorme mal-entendido leva Juan, o mais pobre entre os pobres, a ganhar o título de herói nacional por armar um suposto protesto contra a miséria e a condição precária de vida. O ato causa uma tremenda comoção pública, e Juan vê sua vida sofrer uma reviravolta quando o próprio ministro da Economia resolve conceder-lhe casa, carro e emprego. Mas o gesto do político provoca uma onda nacional de tentativas oportunistas de suicídio e faz com que o governo declare a pobreza um crime. Assim, Juan perde tudo e amarga três anos na cadeia. Mas agora ele está decidido a fazer qualquer coisa para voltar a ser rico. Uma perfeita satira do Capitalismo.
O debate sobre a conjuntura do México terá a participação de Fernando Correa> Prado, mestrando em Estudos Latino-Americanos pela Universidade Autônoma do> México (Unam)
Direção: Luis Estrada»
Roteiro: Luis Estrada, Jaime Sampietro»
Gênero: Comédia/Drama»
Origem: México»
Duração: 118 minutos»
Tipo: Longa
O Circula agradece a presença de todos que tem comparecido as sessões e convida a todos que ainda não vieram, para prestigiar mais uma sessão deste projeto !!!
sexta-feira, 29 de maio de 2009
La Ley de Herodes (México, 1999), realizado pelo conhecido Luis Estrada, é uma metáfora sarcástica e muito bem conseguida do poder político.
Algures, numa aldeia perdida do México, em 1949, um humilde e ainda puro funcionário público e do partido PRI é enviado para San Pedro de Saguados, onde o anterior “presidente municipal” havia sido assassinado brutamente pela população.
As eleições estavam próximas e não se podia correr o risco de o Governo não conseguir dar conta de uma insignificante aldeia.
Escolhido por ser pouco dotado pela inteligência, Juan Vargas, então supervisor de limpeza municipal, chega a uma aldeia sem lei, ou melhor, apenas com a lei da corrupção. Vários métodos são experimentados e apenas o crime parece resultar. O outrora simples e honesto Juan transforma-se no mais abominável político pronto a tudo, fazer para conseguir extorquir dinheiro do povo.
As teias de dependências, o castelo de cartas construído com base em favores pessoais e os altíssimos custos que uma aparência de democracia sempre importa, fazem deste filme um excelente exemplo de como o poder corrompe. Rousseau havia de o ter aplaudido de pé e Maquiavel não renegaria os seus ensinamentos.
O nosso Eça ou, antes dele, o nosso Gil Vicente reconhecer-se-iam na crítica do clero, no papel dos pequenos poderes provincianos. Os juristas veriam a autocracia no seu extremo e deliciar-se-iam com o modo extra-rápido de operar revisões constitucionais profundíssimas!
Em ano de tantas eleições, a representação de Juan (Damián Alcázar) não desmerece tantas que estão por aí. E não falo na América Central ou Latina…
E a moralidade da história? A corrupção compensa. Assim, com toda a impunidade e com toda a realidade. Uma comédia da vida real ...
- Com debate e participação de Fernando Correa Prado, mestrando em Estudos Latinos Americanos pela Universidade Autonoma do México (Unam)
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Vale a pena conferir !!!
quinta-feira, 30 de abril de 2009
La noche De Los Lápices

AUDITÓRIO CSE UFSC
07/05 - 18:30 hs
entrada franca
sexta-feira, 27 de março de 2009
23 de abril de 2009

Pedro Chaskel (El Chacal de Nahueltoro y La Batalla de Chile) estuvo a cargo del montaje del documental junto a Jaime Díaz y Andrea Chignoli (montajista de La Fiebre del Loco e Historias de Fútbol). Después de dos años de investigación y trabajo, esta película logra ser estrenada gracias al auspicio del Fondo de Fomento Audiovisual (CNCA) y las Becas AVINA de Investigación Periodística.
"La Revolución de los Pingüinos" es el único registro audiovisual que muestra las discusiones al interior de la Asamblea de Estudiantes Secundarios del 2006. Estas asambleas, tan comentadas desde fuera de las rejas pingüinas, son el eje conductor del relato. Por eso, el documental contiene imágenes exclusivas, que permiten entender cómo funcionaba la asamblea, quienes eran sus verdaderos líderes, cómo se discutía y se llegaba a consenso político, qué sucedía en los entretelones de la llamada Revolución de los pingüinos.
Las secuencias más intensas son las que muestran las protestas del 30 de mayo; la destitución del subprefecto de las Fuerzas especiales de carabineros; la toma de la UNESCO; las increpaciones de los estudiantes en el Congreso Nacional; la negociación secreta entre Mariano Ruiz Esquide y los voceros estudiantiles (en el departamento del ex senador Páez) y una reunión donde la asamblea está a punto de quebrarse, en parte por disputas internas, y sobretodo por presiones externas.
PROGRAMAÇÃO 2009
MOVIMENTO ESTUDANTIL – PRESENTE E PASSADO:
(Abril) - 23/04: La Revolucion de Los Pingüinos; (Chile).
(Maio) - 07/05: La Noche de Los Lápices; (Argentina).
SESSÃO
MÉXICO ONTEM, E MÉXICO HOJE:
(Maio) - 21/05: Los de Abajo; (México).
(Junho) - 04/06: La Lei de Herodes; (México).
(Junho) - 18/06: Um Mundo Maravilloso; (México).
SESSÃO
QUESTÃO POLÍTICA NA BOLÍVIA:
(Julho) - 02/07: Bolívia para Além de Evo Morales; (Bolívia).
(Agosto) - 13/08: Cocalero; (Bolívia).
SESSÃO
CINEMA ARGENTINO COMTEMPORÂNEO:
(Agosto) - 27/08: La Ciénaga; (Argentina).
(Setembro) - 10/09: Un Oso Rojo; (Argentina).
(Setembro) - 24/09: El Bonaerense; (Argentina).
SESSÃO
MOVIMENTOS REVOLUÇÕES E GUERRAS PARTICULARES:
(Outubro) - 08/10: Notícias de Uma Guerra Particular; (Brasil).
(Outubro) - 22/10: Vozes Suroccidentes - Movimento Camponês; (Colômbia).
(Novembro) - 05/11: Fidel e Che – La Historia De Los Mitos.
SESSÃO
PROCESSO POLÍTICO E GLOBALIZAÇÃO:
(Novembro) - 19/11: Encontro com Milton Santos ou O Mundo Global Visto do Lado de Cá.
(Dezembro) - 03/12: The Take – A Tomada da Fábrica.



























